Greve de terceirizados do setor de petróleo chega ao quinto dia em Macaé

  • 22/09/2026
(Foto: Reprodução)
Greve de trabalhadores terceirizados chega ao quinto dia no RJ A greve dos trabalhadores terceirizados de manutenção e montagem industrial que atuam no setor de petróleo chegou ao quinto dia nesta terça-feira (22), em Macaé, no Norte Fluminense. A paralisação começou na última sexta-feira (18) e segue por tempo indeterminado. Uma audiência de conciliação foi convocada pela Justiça do Trabalho para esta quarta-feira (23), às 15h, no Rio de Janeiro, com a participação de sindicatos e mais de 30 empresas terceirizadas, na tentativa de avançar nas negociações. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Trabalhadores recusam da proposta formulada nas tratativas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026/2027. Sindipetro-NF A expectativa é que o encontro possibilite a construção de um acordo entre as partes. Uma nova proposta deverá ser submetida à avaliação dos trabalhadores. Enquanto não houver definição, a greve permanece em andamento. A paralisação envolve profissionais que atuam em atividades de manutenção e montagem industrial, tanto em terra quanto em unidades offshore da Bacia de Campos. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Pintura Industrial, Construção Civil e do Mobiliário (SINTPICC-RJ), a greve foi aprovada após os trabalhadores rejeitarem uma proposta apresentada pelas empresas durante as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027. Entre as reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 15%, vale-alimentação de R$ 1 mil, mudanças na escala de trabalho, melhorias nas condições de segurança, ampliação do efetivo a bordo e igualdade nas condições de trabalho entre terceirizados e funcionários próprios. De acordo com a categoria, os trabalhadores embarcados cumprem atualmente escala de 14 dias de trabalho por 14 dias de folga. A reivindicação é pela adoção do regime de 14 dias embarcados para 21 dias de folga. O movimento também recebeu apoio do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). O coordenador-geral da entidade, Sérgio Borges, afirmou que o sindicato já vinha denunciando problemas relacionados às empresas prestadoras de serviço e declarou apoio aos trabalhadores terceirizados. “Não é de hoje que a gente vem denunciando essa prática das empresas prestadoras de serviço”, afirmou Sérgio Borges. A paralisação também gerou questionamentos sobre possíveis impactos na produção de petróleo e gás e no abastecimento. Em nota, a Petrobras informou que acompanha as negociações entre as empresas contratadas e os trabalhadores que aderiram à greve. A companhia afirmou que seus contratos de prestação de serviços estão em conformidade com a legislação e que já se reuniu com representantes das empresas contratadas. Segundo a Petrobras, medidas estão sendo adotadas para garantir a continuidade dos serviços a bordo das plataformas de forma segura e responsável. Ainda de acordo com a estatal, as plataformas que estão em produção seguem operando normalmente e não houve impacto na produção nem no abastecimento. O economista Alcimar Chagas avaliou que, mesmo em caso de eventual redução da produção, os efeitos não seriam necessariamente percebidos pelo consumidor. Segundo ele, a Petrobras tem margem para absorver impactos de curto prazo sem repassá-los diretamente aos preços. A audiência de conciliação desta quarta-feira (23), às 15h, é apontada como o próximo passo das negociações. Uma eventual proposta apresentada durante a reunião será levada para avaliação da categoria. Até que haja acordo entre as partes, a greve segue por tempo indeterminado.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/norte-fluminense/noticia/2026/09/22/greve-de-terceirizados-do-setor-de-petroleo-chega-ao-quinto-dia-em-macae.ghtml


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